Estiagem tem impacto negativo na qualidade das águas | Jornal VOZ de IBIÚNA

Estiagem tem impacto negativo na qualidade das águas

A estiagem, e a consequente redução do nível dos córregos e rios, somadas a uma concentração maior de poluentes gerados pelo despejo de esgotos e pela destinação inadequada do lixo, tiveram impacto negativo na qualidade das águas da região. As conclusões estão nos novos resultados apresentados pelo projeto Monitorando Itupararanga, em andamento desde o início deste ano. Dos 23 pontos monitorados, apenas um apresentou qualidade de água considerada “boa”. Mesmo apresentando qualidade considerada “aceitável”, os demais pontos apresentaram redução nos valores dos parâmetros analisados, aproximando os resultados da categoria de classificação “ruim”. Além da redução do nível da Represa e dos rios, a ausência de chuva desde maio elevou as concentrações de componentes como o fosfato e os coliformes, diminuindo o oxigênio dissolvido na água. A turbidez (capacidade da luz em adentrar o corpo de água e contribuir para fotossíntese das plantas aquáticas) também apresentou variação em alguns dos pontos monitorados. O impacto provocado pela estiagem pode ser facilmente observado na Prainha da Sebandilha, em Mairinque, onde não foi possível realizar a coleta em função da falta de água naquele braço da represa.No gráfico dos resultados de abril, foram revelados índices de qualidade considerado “ruins” em pontos monitorados nos Bairros Paruru, Rio de Una e Carmo Messias, todos em Ibiúna, além dos pontos nos municípios de Alumínio e São Roque. Na Ponte Vila Lima (Ibiúna) e o no município de Vargem Grande Paulista, os índices de qualidade foram considerados “péssimos”.Entre os meses de abril e maio ligeiras melhorias foram observadas devido, principalmente, à ocorrência de chuvas pontuais que, no entanto, não foram suficientes para melhorar as condições gerais do reservatório. Foram estes os casos do ponto no município de São Roque, cuja classificação passou de “ruim” para “aceitável”; e do Bairro Piaí, em Ibiúna, que passou de “aceitável” para “bom”. Já no Bairro Ressaca houve uma queda na qualidade e a avaliação caiu de “aceitável” para “ruim”, o mesmo ocorrendo no Bairro Sorocabuçu. Viviane Oliveira


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Postado em 15, agosto, 2014